Indígenas da Aldeia Dolowikwa Kotakwinakwa, no Mato Grosso, viajam mais de 700 quilômetros para assistir a partida entre Brasil e Venezuela

Indígenas da Aldeia Dolowikwa Kotakwinakwa, no Mato Grosso, viajam mais de 700 quilômetros para assistir a partida entre Brasil e Venezuela

Um grupo de indígenas da Aldeia Dolowikwa Kotakwinakwa, que fica no município de Juína, no Mato Grosso, viajou mais de 700 quilômetros para ver de perto os ídolos da Seleção Brasileira Masculina de Futebol e torcer pelo Brasil no confronto com a Venezuela, marcado para esta quinta-feira (12), na Arena Pantanal. Todo o esforço valeu a pena. Eles foram presenteados pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, com ingressos para assistir a partida e também camisas da Seleção. Além disso, todos puderam também assistir ao treino desta quinta-feira (11), na Arena Pantanal.

“É uma honra muito grande a Seleção Brasileira receber vocês aqui. É importante pelas propostas e bandeiras que a CBF defende, principalmente as bandeiras da inclusão. Temos o maior respeito e carinho por toda a comunidade indígena e estamos fazendo uma competição extensa no Amazonas onde as equipes são formadas por índios. Queremos levar o mesmo formato a outras partes do Brasil onde também temos uma grande concentração de indígenas, como é o caso do estado da Bahia. Todos somos iguais”, afirmou Ednaldo Rodrigues.

Wayali iholalare, um dos membros da aldeia que enfrentou 12 horas de viagem para chegar a Cuiabá, fala da alegria de  realizar o sonho de ver a Seleção de perto. Wayali é um dos 1.600 membros de seu clã.

“Estou muito feliz, com muito orgulho. E se Deus quiser o Brasil vai vencer amanhã”, disse ele.

O presidente da CBF enfatizou que o trabalho de inclusão realizado pela entidade é um dos pilares da atual gestão e será sempre valorizado.

“O respeito à inclusão é um dos pilares da nossa gestão. E os indígenas têm todo o nosso carinho e apreço. Uma das preocupações do Papa Francisco, que nos foi dita quando estive no Vaticano, no ano passado, foi o de trabalhar pela  inclusão a partir de um esporte como o futebol. Não é de agora que temos aqui no Brasil competições voltadas para os indígenas e. É um trabalho que a CBF se propõe a fazer. Para mim, é como se estivesse em casa porque além de ser  negro e nordestino, também tenho o sangue índio, já que a minha tataravó era índia de Mongoió, no estado da Bahia. Portanto, me sinto igualmente como um indígena”, completou.

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